
Pelo menos duas pessoas foram mortas e mais de 30 feridas em confrontos entre manifestantes e agentes da Polícia Nacional em protestos contra o governo de Dina Boluarte, disseram as autoridades peruanas no domingo.
O Primeiro-Ministro do Peru, Pedro Angulo, disse à RPP que duas pessoas tinham morrido nos protestos.
A Polícia Nacional confirmou a primeira morte, que, segundo o Gabinete do Provedor de Justiça, foi a de um menor de 15 anos. Membros da família indicaram, de acordo com a estação de rádio RPP, que ele morreu devido ao impacto de uma bala.
Subsequentemente, o Hospital Andahuaylas relatou que um homem de 18 anos de idade morreu após ter sido admitido no hospital gravemente ferido por um traumatismo por força bruta.
O governador regional de Apurímac, Baltazar Lantarón Núñez, disse que mais de 30 pessoas ficaram feridas.
O governo regional declarou um alerta vermelho nos hospitais a fim de «salvaguardar as vidas» dos cidadãos, ao mesmo tempo que pede aos residentes que evitem expor-se a riscos e que protejam a sua integridade física.
Além disso, uma rapariga de 14 anos foi alegadamente atingida por um pellet durante os protestos. Um familiar das vítimas pediu que o adolescente fosse levado para a capital, Lima, como medida de emergência.
Como resultado da primeira morte, um grupo de manifestantes ateou fogo à esquadra de polícia de Huancabamba em Andahuaylas, de acordo com o jornal «La República».
Também foram relatadas manifestações e motins na Av. Abancay em Lima, onde se situa o Parlamento peruano.






