
Os países da UE chegaram a um acordo na segunda-feira que assegura 18 mil milhões de euros em assistência macrofinanceira à Ucrânia para o próximo ano e tem o apoio unânime de todos os 27, incluindo a Hungria, que bloqueou o acordo há uma semana para tentar pressionar os seus parceiros a congelar milhares de milhões em fundos da UE.
Contudo, a UE-27 também concordou em congelar 6,3 mil milhões de euros em fundos de coesão para a Hungria devido à falta de progressos na luta contra a corrupção e ao reforço do Estado de direito exigido ao governo de Viktor Orbán, fontes diplomáticas informaram a Europa Press.
O acordo foi alcançado numa reunião em Bruxelas a nível de embaixadores que ainda necessita da aprovação formal das capitais por procedimento escrito nas próximas horas.
Deste modo, os estados membros reviram em baixa a proposta inicial de Bruxelas de congelar 65% dos programas afectados, ou seja, 7,5 mil milhões de euros, e fixaram a suspensão em 55% para ter em conta as reformas que a Hungria começou a desenvolver este Outono.
O acordo também significa dar «luz verde» ao plano de recuperação da Hungria, mas condiciona qualquer desembolso dos 5,8 mil milhões de euros para reformas e investimentos ao cumprimento pelo governo húngaro de medidas específicas contra a corrupção e o Estado de direito, condições directamente relacionadas com o congelamento dos fundos regionais.






