
As Forças Armadas japonesas anunciaram na quinta-feira a demissão de cinco dos seus efectivos por assediar sexualmente uma colega entre a Primavera de 2020 e Agosto de 2021, depois de a mulher ter decidido em Junho deixar as fileiras do exército japonês e denunciar a situação.
Para além destes cinco homens, com idades entre os 20 e os 40 anos, um comandante foi suspenso do emprego e do salário durante seis meses por não ter apresentado e tratado devidamente a queixa apresentada por Rina Gonoi, de 23 anos, que fazia parte da sua unidade.
Um segundo tenente foi repreendido por fazer comentários «sexualmente explícitos», assim como dois outros oficiais superiores que foram acusados de violar os seus deveres de supervisão de pessoal.
O General Yoshihide Yoshida, chefe do Estado-Maior General, disse numa conferência de imprensa que procura «introduzir medidas persistentes» para garantir que tal não volte a acontecer, de acordo com a agência noticiosa Kiodo. «Levamos isto muito a sério e vamos estabelecer uma cultura organizacional que não tolere assédio», disse ele.
Gonoi, entretanto, disse que esperava que os cinco soldados «tomassem a sua decisão de forma responsável e sincera». O Ministério da Defesa indicou que Gonoi informou ter sido sujeito a assédio sexual diariamente enquanto trabalhava na prefeitura de Fukushima. Depois de deixar as forças armadas, Gonoi apresentou uma petição ao Ministério da Defesa para abrir uma investigação sobre o seu caso.






