
Um grupo de milicianos, no domingo, tomou o controlo de uma esquadra de polícia do departamento anti-terrorismo das forças de segurança paquistanesas em Bannu, onde se encontravam detidos, fez reféns e ofereceu-se para negociar com as autoridades.
Um porta-voz das autoridades da província de Khiber Pakhtunkhwa, Mohammad Ali Saif, explicou que foram os milicianos que estavam detidos na esquadra da polícia por delitos terroristas que conseguiram deitar as mãos às armas, relata o diário paquistanês Dawn.
«A situação está completamente sob controlo. As forças de segurança isolaram a área», disse Saif, apontando para uma operação em curso para recuperar o controlo da esquadra de polícia.
Um funcionário da polícia disse, sob condição de anonimato, que cerca de 25 membros de uma organização terrorista estavam detidos na esquadra da polícia quando apreenderam as armas de sete agentes que estão agora a ser mantidos como reféns.
«Três polícias feridos foram evacuados e levados para o hospital», disse a fonte, observando que o resto dos oficiais ainda estão a ser mantidos como reféns.
Um membro da oposição da assembleia provincial, Harun Bilur, advertiu que toda a região está «em chamas». «A polícia e os civis são como patos que chocam. É muito triste que aqueles que governam aqui há nove anos não possam abrir a boca. Não podem sequer condenar, pelo que nunca poderão controlar o que nos querem impor», disse ele, referindo-se ao governo do PTI.
Algumas horas antes, milicianos atacaram uma esquadra de polícia em Burgi e mataram quatro polícias. Cerca de 60 agentes estavam de serviço na altura, segundo o porta-voz da polícia Shahid Hamid, que disse que os confrontos duraram 45 minutos. Os atacantes fugiram então. As autoridades suspeitam de Tehrik e Taliban Paquistão (TTP), os Taliban paquistaneses.
Fonte: (EUROPA PRESS)






