
A Comissão Europeia apelou na segunda-feira para que o casamento forçado e a adopção ilegal se tornassem delitos de exploração como tráfico de seres humanos em todos os países da UE, como parte de uma revisão por Bruxelas para reforçar a luta contra a exploração sexual e laboral de pessoas.
O executivo da UE também quer que os clientes que, estando conscientes de que uma pessoa é vítima de tráfico de pessoas, contratem serviços de prostituição com esta vítima sejam criminalmente processados em todos os países da UE.
«Temos uma boa directiva, uma directiva que funciona, mas que necessita de alterações fundamentais», disse a Comissária para os Assuntos Internos, Ylva Johansson, numa conferência de imprensa em Bruxelas para explicar que está a propor alterações obrigatórias para medidas que até agora eram facultativas e que quase nenhum país aplicou, tais como a perseguição penal de casamentos forçados, adopção ilegal ou prostituição de vítimas de máfias.
Por conseguinte, a revisão proposta pelos serviços da UE apela a alterações vinculativas de modo a que os Estados-Membros sejam obrigados a incluir o casamento forçado e a adopção ilegal como formas de tráfico no seu direito penal nacional.
Apela também a uma referência explícita às infracções de tráfico humano cometidas ou facilitadas através das tecnologias de informação e comunicação, incluindo a Internet e os meios de comunicação social.
Entre os pontos-chave do executivo da UE está também a luta contra a «impunidade» com sanções obrigatórias para as empresas que permitem o tráfico, por exemplo excluindo estas empresas dos benefícios públicos ou decretando o encerramento temporário ou permanente dos estabelecimentos onde o crime tenha sido cometido.
Bruxelas apela igualmente a mecanismos nacionais para melhorar a identificação precoce das vítimas e o seu aconselhamento para acederem ao apoio e assistência de que necessitam, observando simultaneamente que estes instrumentos nacionais devem constituir a base para um mecanismo de aconselhamento europeu com esses pontos focais nacionais numa fase posterior.
Outra medida é a recolha anual de dados a nível da UE sobre o tráfico de seres humanos, cujos resultados serão publicados pelo Serviço Europeu de Estatística, Eurostat.
Fonte: (EUROPA PRESS)






