
O Secretário-Geral da ONU António Guterres decidiu quinta-feira desmantelar a missão de averiguação na prisão ucraniana de Olenivka, onde 50 prisioneiros foram mortos por bombardeamento, devido a uma falta de segurança.
O porta-voz de Guterres, Stephane Dujarric, anunciou o desmantelamento da equipa devido «à falta de condições necessárias para a sua instalação no local dos eventos», referindo-se à falta de garantias de segurança.
«Temos o acordo político, mas para um cenário tão complicado e perigoso numa zona de guerra, exigimos garantias de segurança e acesso a ambas as partes e não as recebemos», explicou Dujarric.
Contudo, o porta-voz indicou que a ONU espera ter «as condições necessárias» e ser capaz de reconstruir a equipa. «É claro que o secretário-geral estará pronto a reunir a missão rapidamente quando nos forem dadas as garantias», disse ele.
Instou também ao pleno respeito pelo direito humanitário internacional e pelos direitos humanos, incluindo a defesa dos direitos dos prisioneiros de guerra.
O incidente em Olenivka teve lugar a 29 de Julho do ano passado, segundo as autoridades da autoproclamada República Popular de Donetsk, que acusaram o exército ucraniano do ataque. As forças armadas ucranianas, contudo, negaram ter levado a cabo um ataque na área, apontando as forças russas como responsáveis.
Guterres criou então a missão de averiguação a 3 de Agosto, a pedido dos governos ucraniano e russo, a ONU recorda.
A guerra na Ucrânia eclodiu a 24 de Fevereiro na sequência da ordem de invasão assinada pelo Presidente russo Vladimir Putin, que dias antes tinha reconhecido a independência das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk (leste), o cenário de conflito armado desde 2014.
Fonte: (EUROPA PRESS)






