
O Vice-Ministro da Defesa da Somália, Abdifatá Qasim, assegurou que a organização jihadista Al Shabaab ofereceu a possibilidade de negociações para pôr fim ao conflito sangrento no país, mas qualificou que a decisão final cabe à Presidência e que de modo algum os mercenários estrangeiros que fazem parte do grupo terrorista entrarão nas conversações.
«A Al Shabaab pediu a abertura de negociações. Estamos a discuti-lo, mas neste momento há algo que precisa de ser erradicado na Somália e que se chama terrorismo», disse o vice-ministro nos comentários relatados pelo website do Caasimada.
Contudo, o vice-ministro quis dividir o Al Shabaab em dois grupos de «renegados do Islão»: «os estrangeiros e os nascidos na Somália». Este último, disse ele, «tem uma oportunidade», mas para aqueles que «invadiram o país, não há diálogo possível».
Além disso, o vice-ministro foi categórico na sua negação da possibilidade de negociar sem se render. «Se os nossos compatriotas se renderem, estamos prontos. Até lá, não há nada para falar com eles».
O Presidente somali Hasan Shaykh Mohamud, que declarou «guerra total» ao grupo jihadista sanguinário, disse anteriormente que a Somália não contempla a negociação, embora as autoridades «não fechem a porta» àqueles que «querem afastar-se da violência e da ideologia extremista».
Al Shabaab, que esta semana desencadeou um duplo atentado bombista que deixou pelo menos 35 pessoas mortas no centro da Somália, ainda não comentou estas declarações.
Fonte: (EUROPA PRESS)






