
O governo húngaro afirmou estar «aberto» a facilitar o controlo oficial sobre as universidades depois de a União Europeia ter deixado a maioria delas fora do programa de intercâmbio de estudantes Eramus, num novo impasse entre Budapeste e Bruxelas.
A disputa remonta a 2021, quando o governo de Viktor Orbán favoreceu o controlo das universidades por fundações com interesses semelhantes, num quadro de privatização que levanta dúvidas sobre a independência dos centros que continuam a ser financiados com dinheiros públicos.
A Comissão Europeia confirmou na segunda-feira que deixaria de financiar o programa de bolsas de estudo para estudantes nas universidades ligadas a estas fundações, numa punição que tem sido aplicada desde meados de Dezembro e chega numa altura em que Bruxelas está a acompanhar de perto o respeito pelo Estado de direito na Hungria.
«Em princípio», o governo de Orbán está preparado para rever as regras actuais, por exemplo para excluir antigos ministros das fundações controversas. Contudo, o porta-voz do governo Gergely Gulyas disse que a pressão europeia é «inaceitável e intolerável», segundo a Bloomberg.
Fonte: (EUROPA PRESS)






