
O Comando Militar do Planalto relatou as conclusões da investigação do assalto ao quartel-general dos três ramos do poder no domingo passado em Brasília, num processo interno que durou apenas três dias e com a proposta de acusar um coronel da reserva por insultar e ofender as Forças Armadas, crimes puníveis com até dois anos de prisão no Código Penal Militar Brasileiro.
A Investigação Policial-Militar abriu na terça-feira pontos para reservar o coronel Adriano Camargo Testoni por insultar membros do Alto Comando das Forças Terrestres e ofender as Forças Armadas, segundo o comandante militar do Planalto, General Gustavo Henrique Menezes Dutra, citado pelo jornal ‘Estadao’.
A investigação foi remetida ao Ministério Público Militar, que irá agora estudar a conduta descrita para denunciar o Coronel Camargo, que participou na manifestação na Esplanada dos Três Poderes e publicou nas suas redes sociais dois vídeos com ofensas ao Exército e mencionando especificamente os generais do Alto Comando e a sua promoção da Academia das Águias Negras de 1987.
«Armed Forces daughters of f…. Bando de generais filhos da puta…. Vanguardas de m… Cobardes. Veja o que está a acontecer com o povo. Freire Gomes (ex-comandante do Exército) filho de um f… Parar (…). Olha para as pessoas aqui, para a minha mulher. Temos um exército de f… Que se lixe tudo», diz o coronel numa das gravações ao sair da Esplanada dos Três Poderes depois de a polícia ter utilizado gás lacrimogéneo contra os assaltantes.
Camargo foi afastado do seu posto no Hospital das Forças Armadas na terça-feira e a sua conduta foi amplamente condenada por oficiais militares. Mais tarde lançou um vídeo a pedir desculpa aos militares, afirmando que tinha uma cabeça quente e que adorava o exército.
O exército está no centro da controvérsia devido às críticas da esquerda pela sua aquiescência à tentativa de golpe e da direita pró-Bolsonar pela sua falta de intervenção. Outros militares estiveram presentes no assalto e o próprio Bolsonaro gabou-se até há poucos dias no seu perfil no Twitter de que era um oficial da Brigada de Infantaria de Pára-quedistas do exército.
Fonte: (EUROPA PRESS)






