
A oposição Economic Freedom Fighters (EFF) pediu a demissão do Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa no meio da crise energética do país, depois de Eskom ter anunciado que os cortes de energia não serão resolvidos durante os próximos 24 meses.
«Eskom relatou que mesmo dentro de 24 meses, não há garantia de que a energia disponível será restaurada a mais de 60 por cento da capacidade de geração da África do Sul», disse o seu líder, Julius Malema, após o que pediu a sua demissão, de acordo com o jornal Mail e Guardian.
Enquanto vários partidos da oposição atacam Ramaphosa pela difícil situação energética do país, o seu porta-voz, Vincent Magwenya, anunciou na véspera que o presidente iria continuar com a sua agenda de reuniões no contexto da crise, o que significou que ele não participou no Fórum Económico Mundial em Davos, que começou na segunda-feira na referida cidade suíça.
A Confederação dos Empregadores da África do Sul (COFESA) apelou na segunda-feira à Ramaphosa para declarar o estado de catástrofe natural e anunciar medidas urgentes para conter os efeitos da crise na economia, que se arrasta há vários meses.
As centrais eléctricas de Eskom estão em dificuldades e as avarias estão a tornar-se mais frequentes, em parte devido à falta de manutenção das centrais e à sua idade, pelo que o grupo ficou sem dinheiro para comprar mais gasóleo e manter as suas turbinas a gás de ciclo combinado em funcionamento.
Fonte: (EUROPA PRESS)






