
O Tribunal Federal do Canadá ordenou na sexta-feira que o governo canadiano repatriasse quatro cidadãos canadianos detidos em campos familiares dirigidos pela organização jihadista estatal islâmica no nordeste da Síria, instando-a a negociar com os seus captores a sua libertação.
O juiz Henry Brown ordenou a Ottawa que solicitasse o repatriamento dos quatro homens «logo que razoavelmente praticável» e lhes fornecesse passaportes ou documentos de viagem de emergência, informou The Globe and Mail.
Especificamente, um representante do governo canadiano deverá viajar para a Síria para ajudar a facilitar o regresso dos quatro indivíduos uma vez negociada a sua libertação com os seus captores.
A decisão vem depois de os familiares terem pedido aos tribunais que ordenassem ao executivo que organizasse o regresso dos quatro homens, argumentando que a recusa em fazê-lo violaria a Carta de Direitos e Liberdades do país.
Horas antes, o governo canadiano concordou em repatriar seis mulheres canadianas e 13 crianças detidas em condições desumanas em campos de famílias de organizações jihadistas do Estado islâmico no nordeste da Síria.
O acordo de repatriamento é confidencial e não especifica uma data de regresso para os detidos para além de «um calendário mutuamente acordado» com as forças curdas que dirigem os campos Al Hol e Roj.
O último relatório da ONG Human Rights Watch, publicado em Dezembro último, estima que mais de 40.000 estrangeiros, na sua maioria crianças, permanecem nos campos sob a ameaça de ataques da artilharia turca, doenças e ataques violentos por extremistas islâmicos e células adormecidas do Estado islâmico nestes campos.
Fonte: (EUROPA PRESS)






