
O Ministério da Defesa ucraniano negou no domingo um relatório que o acusava de inflacionar os preços dos alimentos para os militares, mas anunciou uma investigação interna para aliviar as preocupações.
«A informação sobre o conteúdo das compras de serviços alimentares, distribuída no espaço público, foi divulgada com sinais de manipulação deliberada e enganosa», disse o ministério em resposta ao relatório publicado pelo semanário ‘Dzerkalo Tijnia’ (ZN), um dos mais conceituados do país.
Segundo documentos fornecidos pelo jornal, o exército ucraniano comprou ovos por 17 grivnas por ovo (0,43 euros) quando foram vendidos na rua por 7 grivnas (0,18 euros) como parte de um acordo de fornecimento de alimentos no valor de 13,6 mil milhões de grivnas, cerca de 340 milhões de euros para unidades militares estacionadas nas regiões de Poltava, Sumi, Kiev, Yitomir, Chernygov e Cherkasi, longe da linha da frente.
Em resposta, o Ministério da Defesa está a preparar material para o Serviço de Segurança da Ucrânia para investigar «a divulgação de informação deliberadamente falsa que prejudique os interesses da defesa no período especial (de guerra)», disse a mensagem publicada no seu canal de Telegramas.
O departamento anunciou igualmente uma auditoria interna. «Relativamente aos episódios que adquirem ressonância pública, independentemente do conteúdo e da natureza da apresentação da informação, está a ser realizada uma investigação interna sobre esta questão», acrescentou.
Fonte: (EUROPA PRESS)






