
O presidente da magistratura peruana, Javier Arévalo, pediu na segunda-feira à Presidente Dina Boluarte que as forças armadas guardassem a sede judicial do país no contexto dos protestos, que resultaram em 14 ataques e sete incêndios contra os seus edifícios.
«Decidi dirigir uma carta oficial ao Presidente da República para solicitar que as Forças Armadas guardem as instalações judiciais e espero que a Presidência da República nos dê o seu apoio», indicou Arévalo numa conferência de imprensa.
Manifestou também as suas condolências pelas vítimas dos protestos e lamentou o uso da violência, bem como a destruição de propriedade pública e privada. Desta forma, disse que os ataques contra as instituições judiciais são um «ataque» contra o seu funcionamento normal.
Entretanto, o Ministro do Interior, Vicente Romero, disse na televisão pública que «há financiamento» por detrás dos protestos no Peru, referindo-se aos manifestantes como «um grupo minoritário agitado por líderes que não mostram as suas caras».
Numa tentativa de refrear os protestos, a Polícia Nacional peruana ordenou a compra imediata de 230.000 granadas e cartuchos de gás lacrimogéneo, bem como 665.000 artigos de controlo de motins, de acordo com um pedido da divisão de logística a que a ‘La República’ tem acesso.
A demissão de Boluarte, bem como o apelo a eleições antecipadas, são algumas das exigências dos milhares de pessoas que desde Dezembro do ano passado têm vindo a manifestar-se, com crescente virulência, em todo o país por causa da prisão do antigo presidente Pedro Castillo.
Fonte: (EUROPA PRESS)






