
A polícia ugandesa impediu na terça-feira a figura proeminente da oposição Kizza Besigye de participar num debate na capital Kampala sobre um controverso oleoduto, no meio de planos das autoridades para iniciar a produção comercial de petróleo até ao final de 2025.
Besigye chegou a um hotel na capital no início do dia, mas não pôde passar porque os agentes tinham criado um posto de controlo na zona para impedir a entrada de qualquer pessoa sem «autorização escrita».
O líder da oposição denunciou o bloqueio e salientou que «esta é uma questão de interesse nacional». «Não há nenhuma lei que obrigue a apresentar uma carta de autorização para participar numa reunião num espaço fechado», argumentou ele.
«De onde deriva a autoridade da polícia para os cidadãos participarem numa reunião num hotel?» perguntou Besigye, que era um antigo candidato presidencial ugandês, de acordo com o diário ugandês ‘Daily Monitor’.
O líder da oposição da Frente Popular de Transição (PFT) foi preso várias vezes em 2022 pelo seu papel em protestos contra o aumento dos preços das mercadorias.
As autoridades retiraram as acusações de traição contra Besigye em Outubro de 2021 pela sua decisão de autoproclamar-se presidente após as eleições de 2016. O líder da oposição, que ficou em segundo lugar nas eleições, alegou que os resultados foram manipulados.
Besigye, que já tinha sido acusado de traição em 2005 – acusações que também foram retiradas – optou por não concorrer às eleições de Janeiro de 2021, onde o líder da oposição Robert Kyagulanyi também reclamou a vitória e a alegada fraude a favor de Museveni, que rejeita as críticas e permanece no cargo.
Fonte: (EUROPA PRESS)






