
O Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou um pedido do governo alemão para enviar munições para tanques de batalha para a Ucrânia.
A decisão, anunciada esta sexta-feira, foi tomada na passada sexta-feira 20 numa reunião do Partido dos Trabalhadores (PT) com membros superiores das Forças Armadas Brasileiras e o Ministro da Defesa, José Múcio, de acordo com o jornal ‘Folha de São Paulo’.
A recusa foi alegadamente feita na véspera da demissão do comandante do exército, General Júlio César de Arruda, como resultado da desconfiança dentro do governo de Lula, na sequência dos ataques golpistas de 8 de Janeiro.
O Leopard-1, com uma antiga pistola de calibre 105 mm, só é operado pelo Brasil, enquanto o modelo Leopard-1 utiliza munições de 120 mm.
O ministro da defesa da Ucrânia, Oleksi Reznikov, já anunciou em Novembro a sua intenção de pedir ao governo brasileiro munições para os tanques antiaéreos Gepard. «Enviarei um sinal ao vosso governo porque têm a oportunidade de nos fornecer munições para Gepard», disse ele.
O governo do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro declarou-se neutro na guerra na Ucrânia, embora o líder da extrema-direita se tenha encontrado com o presidente russo Vladimir Putin em Moscovo numa visita altamente controversa no auge das hostilidades no país.
Lula, que parece manter esta neutralidade, questionou anteriormente o «espectáculo» no qual, na sua opinião, o líder ucraniano, Volodimir Zelenski, participava e censurou-o por ter trocado a mesa de negociações para os parlamentos europeus.
Fonte: (EUROPA PRESS)






