
O proprietário do Grupo Wagner, o oligarca russo Yevgeni Prigozhin, disse na quinta-feira que o recrutamento de mercenários nas prisões russas foi suspenso com vista ao seu envio para zonas de conflito, incluindo a Ucrânia.
«O recrutamento de prisioneiros pelo Grupo Wagner foi completamente interrompido», disse Prigozhin, de acordo com declarações publicadas pelo seu serviço de imprensa através da sua conta Telegrama. «Todas as obrigações para com aqueles que trabalham para nós são cumpridas», disse ele.
Os serviços secretos britânicos disseram na semana passada que o Grupo Wagner tinha abrandado nas últimas semanas o ritmo de recrutamento de prisioneiros para se juntarem ao conflito na Ucrânia, que foi desencadeado a 24 de Fevereiro de 2022 por ordem do Presidente russo Vladimir Putin.
Especificamente, enquanto os serviços prisionais russos relataram uma queda de 23.000 na população prisional entre Setembro e Novembro, entre Novembro e Janeiro o número caiu para cerca de 6.000. O Grupo Wagner é visto pelos serviços secretos britânicos como desempenhando um papel fundamental.
O Grupo Wagner, que tem destacado mercenários em vários países africanos nos últimos anos, tem estado envolvido em alguns dos avanços mais significativos das forças pró-Moscovo na Ucrânia Oriental nas últimas semanas, reivindicando a responsabilidade por áreas mesmo antes de o governo russo as ter confirmado publicamente.
Fonte: (EUROPA PRESS)






