
O Primeiro-Ministro britânico Rishi Sunak disse que o seu governo «fará o que for preciso» para se defender contra possíveis balões de espionagem depois de os EUA terem de abater objectos suspeitos voando sobre o seu espaço aéreo.
Embora Sunak não tenha entrado em mais detalhes, citando «preocupações de segurança nacional», o primeiro-ministro britânico disse que o Reino Unido está em «contacto constante» com os seus principais aliados.
«Quero que as pessoas saibam que faremos o que for preciso para manter o país seguro (…) Temos uma coisa chamada força de alerta de reacção rápida», Sunak tranquilizou o público, referindo-se a uma força-tarefa especial de caças de combate, que está de pé 24 horas por dia, sete dias por semana, para monitorizar o espaço aéreo britânico.
Questionado sobre os seus receios relativamente ao possível aparecimento de objectos suspeitos nos céus britânicos, Sunak evitou comentar, embora tenha apelado ao público para que se mantivesse calmo. «Temos todas as capacidades para manter a segurança do país», disse ele.
Anteriormente, o Ministro dos Transportes Richard Holden sugeriu que o Reino Unido poderia também ter sido palco de um sobrevoo de balão espião pelas autoridades chinesas.
Falando à Sky News, Holden sugeriu que o governo chinês poderia estar a tentar agir «como um Estado hostil» contra o Reino Unido, que teria agora de ser «firme» nas suas relações com o gigante asiático, admitindo que Downing Street está «preocupado com o que está a acontecer».
Antes das observações do primeiro-ministro, o seu ministro da defesa, Ben Wallace, tinha também dito que Londres iria efectuar uma revisão de segurança tendo em conta o que aconteceu nos últimos dias em solo americano.
Nos últimos dias, as autoridades americanas confirmaram o abate de até quatro objectos suspeitos que sobrevoaram parte das suas águas ou plataforma territorial. Um deles, o primeiro, revelou-se um balão alegadamente espião, que a China reconheceu a sua existência embora tenha sublinhado que era para fins científicos e meteorológicos.
Fonte: (EUROPA PRESS)






