
O Ministro da Defesa belga Ludivine Dedonder disse na quarta-feira que os mísseis que atingiram a Polónia, matando duas pessoas na cidade fronteiriça de Przewodow, podem ter vindo das próprias defesas aéreas da Ucrânia.
«De acordo com informações actuais, os mísseis na Polónia podem ser o resultado de defesas aéreas ucranianas. Diz-se que partes de mísseis russos e um míssil de intercepção ucraniano chegaram à Polónia. Isto deve ser confirmado pelas investigações em curso», disse o ministro belga numa mensagem sobre as redes sociais.
Dedonder faz assim eco dos relatos de que o míssil pode ter vindo das próprias defesas da Ucrânia. De momento, o Pentágono evitou confirmar a responsabilidade, e em declarações de Bali, Indonésia, onde está a ser organizada a cimeira do G20, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, indicou que é «improvável» que o projéctil tenha sido disparado pela Rússia e defendeu a conclusão da investigação sobre o incidente.
Está actualmente a decorrer uma reunião de emergência dos embaixadores da OTAN para analisar o incidente na Polónia. A reunião é presidida pelo Secretário-Geral da OTAN Jens Stoltenberg, que fará declarações à imprensa no final da reunião.
Resta saber se a Polónia irá finalmente invocar o Artigo 4º do Tratado do Atlântico Norte para desencadear consultas da NATO, depois de ter indicado que estava a considerar esta opção.






