
O Presidente finlandês Sauli Niinisto juntou-se ao grupo de líderes que têm as suas dúvidas sobre o destinatário dos mísseis que caíram na cidade de Przewodow, perto da fronteira com a Ucrânia, na terça-feira, matando duas pessoas, e salientou que os factos em torno do acidente devem ser minuciosamente investigados.
«Há sugestões de que não voou do território russo», disse Niinisto na quarta-feira numa conferência de imprensa por ocasião da visita oficial do seu homólogo moçambicano, Filipe Nyusi, na qual destacou a posição adoptada pela maioria dos líderes em «manter a cabeça fria» em tal momento.
Niinisto salientou que todos estes acontecimentos acontecem como parte do conflito, mesmo aqueles que não foram planeados. «Estes são os horrores da guerra», disse o presidente finlandês, que expressou as suas condolências ao povo polaco pelo que aconteceu, relata a emissora pública Yle.
A reacção de Niinisto é semelhante à do Presidente dos EUA Joe Biden e dos funcionários polacos, que evitaram apontar o dedo a Moscovo. O chefe da Casa Branca foi mais longe, dizendo que é «improvável» que o projéctil tenha sido lançado a partir de território russo.
«Há informações preliminares que lançam dúvidas sobre isso. Não quero dizer nada até que investiguemos tudo, mas é improvável, dada a trajectória, que tenha sido despedido da Rússia. Veremos», disse Biden.
A NATO comentou que é «provável» que os ataques de mísseis que mataram dois civis tenham sido provocados pelas defesas aéreas ucranianas «para defender o território de um ataque russo».






