
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse quinta-feira que a invasão da Ucrânia «não teria sido necessária» se o governo dos EUA tivesse exercido a sua influência sobre Kiev e «exercido pressão sobre o país a tempo».
«Washington diz que se não tivesse havido um bombardeamento russo não teria havido o derrube de um S-300 das Forças Armadas Ucranianas na Polónia. Mas se seguir esta lógica, então teria de olhar para a situação noutra direcção e teria de concluir que, se não tivesse havido uma total indisponibilidade por parte dos EUA e da OTAN para abordar as preocupações da Rússia, não teria havido uma operação militar especial na Ucrânia», disse ele.
Foi assim que ele respondeu durante uma conferência de imprensa a perguntas sobre a principal causa da queda de um míssil no leste da Polónia, que resultou em duas mortes. A este respeito, reafirmou que a «causa principal» desta situação são as acções dos Estados Unidos e da OTAN.
«Se os Estados Unidos e a NATO tivessem pressionado o regime de Kiev e dado garantias de que não realizariam uma nova guerra civil e um ataque à sua própria população em duas repúblicas já independentes, então não haveria nenhuma operação especial», disse, referindo-se ao nome dado à invasão pelo governo russo.
Sobre este assunto, acrescentou que a invasão continuará até Moscovo «atingir os seus objectivos», dado que «o lado ucraniano não deseja levar a cabo quaisquer negociações». «Não há negociações públicas neste momento», sublinhou ele.






