
A ONG Human Right Watch (HRW) instou os governos internacionais a exigir a libertação de todos os prisioneiros políticos detidos pela junta militar da Birmânia, após a libertação em massa anunciada na quinta-feira pelas autoridades do país, que incluía quatro estrangeiros.
Conselheiro económico australiano da Liga Nacional para a Democracia, o partido político birmanês liderado por Aung San Suu Kyi, Sean Turnell; a ex-embaixadora britânica Vicky Bowman e o seu marido, Ko Htein Lin; o jornalista e documentarista japonês Toru Kubota; e o botânico americano Kyaw Htay Oo estão entre os que irão beneficiar da amnistia do Dia Nacional.
«A Austrália, o Reino Unido, os EUA e outros governos deveriam exigir que os militares de Myanmar libertassem imediatamente todos os prisioneiros políticos desde o golpe», disse Elaine Pearson, directora da HRW na Ásia.
«As suas prisões fizeram parte das prisões arbitrárias de uma junta que esmagou qualquer crítica ou dissidência percebida», disse Pearson, acrescentando que Turnell, Bowman e o seu marido, Kubota e Kyaw «não deveriam ter passado um único segundo na prisão».
HRW disse que a notícia da amnistia «é um alívio para as suas famílias», mas disse que a medida é «um lembrete de que milhares de outros cidadãos» do país «estão a ser detidos em condições terríveis sem um apoio internacional tão forte».
De acordo com a Association for the Care of Political Prisoners (AAPP) a 16 de Novembro, há mais de 13.000 pessoas detidas pelo conselho militar e cerca de 2.500 pessoas foram mortas.






