
O governo argentino anunciou na terça-feira uma subida de 20% do salário mínimo que elevará os salários mais baixos legalmente exigidos para 70.000 pesos (412 euros).
Isto foi acordado pelo governo no Conselho Salarial com a Confederação Geral do Trabalho (CGT) e os sindicatos da Central de Trabajadores da Argentina (CTA), com os quais concordou em aumentar o salário mínimo em quatro prestações mensais até Março de 2023, relata a Télam.
Desta forma, o salário mínimo – que actualmente é de 57.900 pesos, cerca de 340 euros – aumentará 7% em Dezembro, 6% em Janeiro, 4% em Fevereiro e outros 3% em Março de 2023, o que significará para o Ministério do Trabalho um aumento de 110,5% do salário mínimo num ano.
«Tomada por maioria absoluta dos membros do Conselho Salarial, é mais um sinal do valor da nossa democracia: não há forma de fazer política sem diálogo. Continuaremos a trabalhar por uma sociedade mais justa onde todos ganham», disse o presidente da Argentina, Alberto Fernández, após ter chegado ao acordo.
O presidente agradeceu e ratificou a importância e as responsabilidades que cada um dos sectores assumiu para levar por diante uma proposta de aumento de salários a fim de combater a elevada inflação enfrentada pelos argentinos, de modo a que estes possam recuperar o seu poder de compra.
«Reconhecemos que uma inflação elevada vai contra os salários e é por isso que é tão importante que trabalhadores e empregadores organizados tenham conseguido chegar a acordo», resumiu a Ministra do Trabalho argentina, Kelly Olmos, em declarações à agência acima referida.
«Estamos empenhados no sucesso da política do governo, e da actual proposta de reduzir a inflação, de a concretizar», a fim de «recuperar o poder de compra», acrescentou ela.






