
Dezenas de mulheres reuniram-se no sábado à porta do Parlamento libanês na Place de l’Etoile de Beirute para exigir penas mais duras para os infractores sexuais no país.
Os manifestantes estavam vestidos de preto com faixas que diziam, entre outros slogans, «Por um castigo proporcional ao crime». Os manifestantes levantaram então os punhos e cantaram slogans como «Penas mais duras! Este crime deve ser levado à justiça», relata An Nahar.
A manifestação vem depois do grupo de direitos das mulheres Abaad relatar que seis em cada dez mulheres vítimas de abuso sexual optam por não apresentar queixa por receio de prejudicar a honra da sua família, de acordo com a Sky News.
O texto é acompanhado por um inquérito no qual 75% das mulheres inquiridas acreditam que o abuso sexual é principalmente um ataque corporal e psicológico, enquanto 71% delas sublinham que a sociedade libanesa vê tais crimes como um ataque à honra da família.
O director da organização, Guida Inati, insistiu na importância de retirar este tipo de crime da estreita visão social da «honra da família», e de combater este flagelo com força, de acordo com declarações relatadas por «L’Orient le Jour».
Neste sentido, Inati anunciou o lançamento de uma campanha de 16 dias a partir deste sábado para pôr fim à violência contra as mulheres e raparigas, em constante coordenação com os blocos parlamentares, para a reforma do código penal.






