
O Presidente do Peru, Pedro Castillo, assegurou esta sexta-feira que as atitudes antidemocráticas e os interesses mesquinhos e subalternos «não passarão», reafirmando a sua intenção de continuar a governar até que a legislatura se esgote.
«Quero aproveitar esta oportunidade para me dirigir ao país e salientar que face às tentativas de alguns sectores políticos de tentar quebrar a vontade expressa nas sondagens, reafirmo que nada nos impedirá de continuar ao leme da nação até ao último dia do governo, 28 de Julho de 2026», disse o presidente peruano durante um evento público, conforme noticiado pela estação de rádio RPP.
Castillo manifestou a sua confiança de que as bancadas do Congresso, bem como as forças sociais, «estarão do lado da governabilidade», sublinhando a sua vontade de assegurar que as atitudes antidemocráticas não passem.
A este respeito, manifestou a sua vontade de procurar o diálogo com a oposição, bem como «o consenso necessário para que o Peru avance», sublinhando as recomendações do relatório preliminar do Grupo de Alto Nível da Organização dos Estados Americanos (OEA), que visitou o Peru em Novembro.
«Os peruanos estão cansados de discussões inúteis que só prejudicam o país e nos têm impedido de nos concentrarmos nos problemas reais do país, nas grandes lacunas que precisam de ser colmatadas e nas necessidades do povo peruano. Só a unidade nos pode tornar grandes», disse o chefe de estado em declarações relatadas pela Andina.
As palavras de Castillo chegam um dia depois do Congresso admitir para debate a terceira moção de censura contra ele, que terá lugar a 7 de Dezembro.
Para que a medida possa ser aplicada, deve receber o voto favorável de pelo menos 87 legisladores, o que corresponde a dois terços da câmara.
A primeira moção de abertura de vaga contra Castillo recebeu apenas o apoio de 46 deputados e nem sequer foi debatida em plenário. A segunda tentativa obteve 76 votos a favor, embora na votação final só pudesse reunir 55 votos, longe dos 87 necessários.






