
O Presidente dos EUA Joe Biden anunciará na próxima semana o apoio do seu país à candidatura da União Africana a membro permanente do G20, num gesto concebido para ganhar o apoio dos seus estados membros numa altura de crescente influência russa e chinesa no continente.
Este anúncio será o clímax da Cimeira de Líderes EUA-África que terá início na terça-feira, 13 de Dezembro, em Washington e continuará até à próxima quinta-feira, segundo Judd Devermont, director do Conselho de Segurança Nacional para os Assuntos Africanos, numa declaração publicada na sexta-feira pelo Washington Post.
«Há muito que a África deveria ter um assento permanente nesta organização», disse Devermont. «Precisamos», acrescentou, «de mais vozes africanas nas conversações internacionais sobre economia global, democracia e governação, alterações climáticas, saúde e segurança.
A iniciativa foi liderada pelos presidentes da África do Sul e do Senegal, Cyril Ramaphosa e Macky Sall, que chegaram ao ponto de pedir directamente a Biden que subscrevesse a adesão à UA em nome dos 55 estados africanos.
Este empurrão também surge numa altura em que os países africanos foram duramente atingidos pelo impacto económico da invasão russa da Ucrânia, tornando difícil aos EUA ganharem o seu apoio durante os votos da ONU que condenam a Rússia pela sua invasão e anexação dos territórios ucranianos.






