
O primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashinian, acusou na segunda-feira o Azerbaijão de matar civis em Nagorno-Karabakh, apesar de os considerar cidadãos azeri.
«O Azerbaijão chama aos arménios em Nagorno-Karabakh ‘nossos cidadãos’ e ao mesmo tempo dispara contra eles enquanto fazem trabalho agrícola», disse Pashinyan numa mensagem no seu perfil do Twitter.
Pashinian lamentou que desde há dois anos – desde 9 de Novembro de 2020 – três civis tenham sido mortos e 16 feridos, enquanto «54 outros sofreram tentativas de assassinato».
«É assim que a narrativa azeri de que o problema do Nagorno-Karabakh foi resolvido está a ser implementada», pergunta o primeiro-ministro arménio, no contexto do conflito.
A Arménia e o Azerbaijão acordaram num cessar-fogo a 15 de Setembro e no início de Outubro concordaram em comprometer-se com a Carta das Nações Unidas e a Declaração de Alma Ata de 1991, através da qual ambos os países reconhecem a integridade territorial e a soberania um do outro. Na sequência disto, Pashinian salientou ao parlamento que espera que o tratado de paz com o Azerbaijão seja assinado antes do final do ano.
Nos últimos anos, os dois países têm estado à beira do controlo do Nagorno-Karabakh, um território com uma população maioritariamente arménia que tem sido o centro do conflito desde que decidiu separar-se, em 1988, da região do Azerbaijão, integrada na União Soviética.






