
A líder da oposição bielorussa Svetlana Tikhanovskaya apelou na segunda-feira aos países da UE para apoiarem e promoverem o diálogo com as forças democráticas da Bielorrússia contra o governo de Alexander Lukashenko, avisando que a situação na Europa de Leste não deve ser permitida a propagação da fadiga face à crise bielorussa, bem como à guerra na Ucrânia.
«Apelo às pessoas de todo o mundo para não se cansarem dos problemas nas nossas regiões, na Ucrânia e na Bielorrússia. Queremos desenvolver politicamente, as mesmas liberdades e o mesmo Estado de direito de que gozam na Europa, e é importante que estejam connosco neste momento difícil», disse ela aos repórteres após um pequeno-almoço com os ministros dos negócios estrangeiros do bloco.
Tikhanovskaya destacou a iniciativa do Conselho da Europa de estabelecer um diálogo permanente com as forças democráticas bielorussas através do chamado Grupo de Contacto, e exortou à criação de mecanismos semelhantes noutras organizações internacionais.
Neste sentido, apelou à separação do regime de Minsk da sociedade bielorrussa, assegurando que a população não apoia a colaboração no conflito ucraniano ou o exército russo utilizando o país como base para lançar um ataque.
«Lukashenko tem de pagar dívidas ao Presidente russo Vladimir Putin. Apoiou-o em 2020 para se manter no poder. Agora deve ser responsabilizado por crimes de guerra», salientou o líder bielorrusso, que se encontra exilado na Lituânia desde que a crise bielorrussa eclodiu após as eleições de Agosto de 2020 que ganharam um novo mandato ao presidente bielorrusso e que a comunidade internacional não reconhece.
Desta forma, advertiu que a repressão da sociedade civil continua na Bielorrússia e assegurou que já existem 1.400 prisioneiros políticos, um número que, segundo ele, só está a crescer devido à repressão contínua em Minsk.






