
O Secretário-Geral das Nações Unidas António Guterres condenou «firmemente» o atentado bombista de domingo na cidade turca de Istambul, que deixou pelo menos seis pessoas mortas e mais de 80 feridas, sem qualquer reivindicação de responsabilidade até à data.
«O Secretário-Geral condena veementemente o bombardeamento mortal em Istambul», disse o porta-voz do Secretário-Geral da ONU numa declaração, sublinhando que Guterres transmitiu as suas «sinceras condolências» às vítimas e suas famílias, bem como ao governo e ao povo da Turquia.
O Ministro do Interior Suleiman Soylu disse na segunda-feira que a mulher suspeita de ter plantado o dispositivo explosivo na Avenida Istiklal tinha sido detida e apontou o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) como responsável. Ele disse que a ordem veio de Ain al Arab (Kobani), onde operam as proeminentes Milícias Curdas-Sírias de Protecção do Povo (YPG).
No entanto, o PKK desassociou-se do ataque. «Não temos nada a ver com este incidente e é bem conhecido do público que não visamos directamente os civis nem toleramos acções dirigidas contra civis», disse o Comando do Quartel-General do Centro de Defesa do Povo (HSM), «disse.
As Forças Democráticas Sírias (SDF), uma coligação de milícias cujo elemento principal é o YPG, também negaram qualquer ligação com o ataque. «Afirmamos que as nossas forças não têm nada a ver com o ataque em Istambul e rejeitamos as alegações que acusam as nossas forças», disse o comandante da SDF Mazlum Abdi.






