
O vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, afirmou segunda-feira que o seu partido apoia o processo de diálogo «com quem e quando quer que seja».
«O diálogo não nos assusta, não nos afugenta. O Presidente Nicolás Maduro sempre apelou ao diálogo, os espaços políticos não só devem ser protegidos, como defendidos», disse Cabello durante a conferência de imprensa semanal do PSUV.
«Sentar-se para dialogar com a oposição não significa que estamos a capitular, não significa que queremos render-nos, não. Isso não é contemplado em lado nenhum, a nossa posição é muito clara e firme neste sentido», explicou ele.
Nesta linha, o político venezuelano indicou que Caracas «acolhe o diálogo tantas vezes quantas forem necessárias». «Temos os recursos que eles gostariam de ter, que são os materiais de que necessitam para continuar a viver à custa dos países que menos têm», acrescentou.
Diosdado fez estas declarações após o governo venezuelano ter concordado em dialogar com a França. No entanto, criticou o facto de, após esta reunião, a União Europeia «ter decidido continuar com sanções absurdas contra os venezuelanos».
«Respeitamos para que eles nos respeitem, não interferimos nos assuntos internos de ninguém. No entanto, não faz sentido falar de nada se continuarem a sancionar a Venezuela», criticou, antes de salientar que se trata de «ódio imperial».
«Devem assumir que tudo o que têm feito contra a Venezuela está errado, mas a sua arrogância imperial não lhes permite fazer isso. Consideram-se superiores, acreditam que outros devem estar subordinados a eles», afirmou o vice-presidente do PSUV.






