
A Procuradoria-Geral do Peru abriu uma investigação preliminar contra a Ministra da Cultura peruana, Betssy Chávez, pelos alegados crimes de negociações proibidas, prevaricação e tráfico de influência.
Tal como o Ministério Público pormenorizou numa declaração, Chávez alegadamente beneficiou associados próximos da congressista do Peru Democrático durante o seu tempo como chefe do Ministério do Trabalho, tal como relatado pela estação de rádio RPP.
A investigação foi aberta após a emissão de uma reportagem durante o fim-de-semana em que o programa ‘Cuatro Poder’, na América Televisión, relatou alegadas irregularidades detectadas na contratação de dois familiares de Abel Sotelo Villa, um empresário que está ligado sentimentalmente ao chefe do Ministério da Cultura.
Por esta razão, a Procuradora-Geral do Estado, Patricia Benavides, ordenou que a investigação preliminar fosse levada a cabo no prazo de 60 dias.
Após a abertura do processo, o Ministro da Cultura pronunciou-se contra a investigação, assegurando que a queixa apresentada pelo programa Cuarto Poder não menciona «qualquer elemento objectivo» que a ligue a uma intervenção «em qualquer concurso público ou interferência num processo administrativo».
«Nem sequer menciona qualquer elemento objectivo que acredite que eu tenha tido interesse em qualquer concurso, concurso ou similar ou que tenha interferido de alguma forma num processo judicial ou administrativo, portanto, sem ter qualquer base legal para a ‘investigação’, espero que tenha o destino que lhe corresponda», disse o chefe da pasta da Cultura numa declaração publicada pelo ‘Diario Correo’.
Do mesmo modo, o chefe do Ministério da Cultura afirmou que não ajudou a beneficiar nenhum dos seus parentes próximos ou distantes com contratos governamentais.
«Da mesma forma, todas as contratações feitas no meu gabinete do Congresso foram devidamente filtradas pelos gabinetes de recursos humanos do Congresso da República e estavam de acordo com a lei», acrescentou.






