
O governo chinês apelou na quarta-feira à «calma» e «contenção» depois de duas pessoas terem sido mortas por um golpe de concha em território polaco no meio do conflito na Ucrânia.
«Temos visto os relatórios. Na situação actual, todas as partes relevantes devem manter a calma e a contenção para evitar um agravamento da situação», disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning.
Ela sublinhou que «a posição da China sobre a questão ucraniana é clara e consistente» e apelou ao «diálogo e negociação para resolver a crise pacificamente», de acordo com o portal China News.
Após o incidente, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky apelou à «acção» em resposta ao «ataque com mísseis russos» contra a Polónia, um território da Aliança Atlântica, o que colocou em alerta a «segurança colectiva».
Contudo, o Ministério da Defesa russo rejeitou as acusações de envolvimento russo como «provocação deliberada». Dizia que o exército não tinha atacado alvos perto da fronteira polaco-ucraniana, ao mesmo tempo que sublinhava que as fotografias dos destroços dos mísseis mostravam que não se tratava do armamento utilizado pela Rússia.
O Presidente dos EUA Joe Biden disse ser «improvável» que o míssil tenha sido disparado pela Rússia, e pediu que a investigação do incidente fosse concluída. «Há informações preliminares que lançam dúvidas sobre isso», disse, referindo-se à possibilidade de a Rússia ter lançado o projéctil.






