
O primeiro-ministro polaco Mateusz Morawiecki disse que, com base nas provas reunidas até agora de que dois mísseis caíram perto da fronteira ucraniana, «provavelmente» não activará o Artigo Quatro da OTAN, o que implica a abertura de consultas com outros Estados membros.
Os estatutos da Aliança prevêem este artigo no caso de ameaças à integridade territorial ou à segurança de qualquer dos seus membros. Embora as autoridades polacas tenham levantado esta questão como uma possibilidade na terça-feira, estão agora dispostas a ser cautelosas.
O Presidente polaco Andrzej Duda também preferiu falar de um incidente «infeliz» quando falou de cartuchos que, segundo Morawiecki, eram provavelmente provenientes dos sistemas de defesa ucranianos e não das forças russas, que na terça-feira lançaram a sua maior vaga de ataques à Ucrânia desde o início da invasão em Fevereiro, de acordo com a agência noticiosa PAP.
«Não há qualquer indicação de que tenha sido lançado a partir de território russo», disse Duda. No entanto, Varsóvia evitou culpar directamente Kiev e enquadrou o incidente como parte de uma escalada de tensões que atribui a Moscovo, que negou desde o início ser responsável pelo tiroteio.
O Secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg disse também na quarta-feira que as investigações preliminares sugerem ser «provável» que a morte de duas pessoas na Polónia tenha sido causada por defesas antiaéreas ucranianas, «para defender o território de um ataque russo».






