
As autoridades russas na quarta-feira negaram ter atacado Kiev durante o último dia, como o governo ucraniano tinha afirmado, e negaram novamente o envolvimento na queda de um projéctil em solo polaco que deixou duas pessoas mortas.
O porta-voz do Ministério da Defesa russo Igor Konashenkov disse que o exército russo «não esteve envolvido no lançamento de mísseis em Kiev durante os ataques» na terça-feira, de acordo com a agência noticiosa Interfax.
«Durante os ataques massivos de 15 de Novembro com armas de alta precisão, nem um único míssil foi disparado contra alvos na cidade de Kiev», disse ele, apesar de o presidente da câmara da cidade, Vitali Klitschko, ter relatado que várias casas tinham sido atingidas por mísseis.
Segundo Konashenkov, porém, toda a destruição «demonstrada pelo regime de Kiev em zonas residenciais da capital ucraniana é uma consequência directa da queda de mísseis lançados pelos seus próprios sistemas de defesa aérea».
O Ministério da Defesa também rejeitou o envolvimento de Moscovo na explosão de terça-feira à noite em território polaco e apelou a Varsóvia para que usasse de contenção ao lidar com o assunto e ao fazer acusações.
Numa declaração, o ministério advertiu também que as declarações sobre «mísseis russos» que caem na Polónia são «uma provocação deliberada destinada a aumentar a tensão».
Clarificou que os detritos dos mísseis apontam para um míssil ucraniano pertencente ao sistema de defesa aérea S-300 da força aérea ucraniana. «As fotografias dos destroços encontrados em Przewoduv permitiram aos peritos russos identificar sem dúvida os elementos militares pertencentes a um sistema de defesa guiada ucraniano S-300», disse ele.






