
O governo colombiano anunciou que as conversações de paz com os guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) terão formalmente início na segunda-feira 21 de Novembro, de acordo com o jornal «El Colombiano».
«Esta primeira etapa terá lugar na Venezuela. Na próxima sexta-feira o governo anunciará os seus delegados para as negociações, no sábado viajará para o país vizinho e eles sentar-se-ão oficialmente na segunda-feira», fontes próximas do jornal disseram ao jornal.
Por seu lado, o Alto Comissário para a Paz, Danilo Rueda, indicou publicamente o reinício das negociações, indicando que a data das reuniões se aproxima, pelo que a lista dos membros da delegação de paz será publicada este fim-de-semana.
«Com o acompanhamento dos países garantes, estamos a cumprir a reactivação dos protocolos acordados entre o Estado e o Exército de Libertação Nacional (ELN) para retomar as conversações de paz. Hoje estamos à beira de reactivar a mesa de negociações», anunciou ele numa mensagem publicada na rede social Twitter.
«A lista dos membros da delegação de paz do governo do Presidente (Gustavo) Petro para as conversações com o ELN será anunciada este fim-de-semana. As versões não oficiais com nomes de delegados que circularam não são verdadeiras», advertiu ele.
Neste sentido, assinalou que os membros trabalham «sob confidencialidade». «Compreendemos o desejo de informar, mas a discrição durante esta fase de preparação é necessária para que o processo de paz com os guerrilheiros do ELN seja bem sucedido», explicou o Alto Comissário para a Paz.
Indicou também que o Executivo tem o quadro jurídico necessário para o diálogo com grupos armados. «Estamos a acompanhar a discussão no Congresso sobre a reforma da Lei 418, o quadro jurídico que nos permitirá manter o diálogo com os grupos armados que atenderam ao apelo do governo. A Constituição é o instrumento para procurar a paz com justiça social e ambiental», explicou Rueda.
Explicou que a equipa governamental fez progressos na articulação institucional e criou «estratégias para enraizar a cultura de paz nos territórios, de mãos dadas com as vítimas e as comunidades».






