
O parlamento da Estónia rejeitou na quinta-feira um projecto de lei para proibir o uso da língua russa em espaços públicos, uma medida impulsionada pelo Partido Popular Conservador contra o pano de fundo da invasão russa da Ucrânia.
Na sequência da decisão, alguns deputados expressaram a sua rejeição da medida, incluindo o socialista Eduard Odinets, que afirmou ser «lamentável e absurdo que o Parlamento de um Estado membro da União Europeia tenha tido de discutir a exclusão de uma língua dos espaços públicos», de acordo com o diário ‘Postimees’.
Odinets disse também que os social-democratas «são a favor de todos os residentes do país conhecerem a língua estónia e que esta deveria ser a língua comum para a comunicação».
Contudo, acrescentou que «proibir a língua nativa de outra pessoa é completamente infeliz e não aumenta o interesse de ninguém em aprender estónio». «Apenas presta um mau serviço à ideia de aprender línguas», disse ele.
A legislação procurou alterar a actual Lei das Línguas, bem como a Lei dos Meios de Comunicação Social e a Lei da Publicidade, para estipular que «as entidades públicas e privadas estonianas utilizam apenas a língua do Estado quando se dirigem à população estoniana».
O projecto incluía, a este respeito, a possibilidade de introduzir traduções de textos estonianos para outras línguas, desde que não fosse russo.






