
O Presidente ucraniano Volodimir Zelenski suavizou as suas declarações após os recentes ataques com mísseis em território polaco, dizendo que é «100%» desconhecido o que poderia ter acontecido, de modo que ainda não podem ser feitas acusações de nenhum dos lados.
«Não podemos dizer especificamente que foi a defesa aérea ucraniana», disse, referindo-se à hipótese que ganhou ímpeto na sequência das investigações preliminares das autoridades polacas e dos sucessivos contactos no seio da OTAN.
Zelenski, que participou no Fórum da Nova Economia Bloomberg em Singapura, disse numa entrevista que as circunstâncias deste evento deveriam ser esclarecidas, um dia depois de insistir que as conchas que caíram em Przewodow eram russas e não ucranianas.
«Não sei cem por cento. Penso que o mundo também não sabe cem por cento do que aconteceu», assegurou o líder ucraniano, embora num discurso no mesmo fórum se tenha mais uma vez declarado «certo» de que «era um míssil russo».
Reconheceu também que as forças ucranianas activaram os seus sistemas de defesa para tentar parar a cascata de mísseis que caiu sobre a Ucrânia na terça-feira, quando houve uma onda de bombardeamentos sem precedentes desde o início da invasão em Fevereiro.
Contudo, Zelenski disse que os seus conselheiros militares lhe tinham dito que as imagens da cratera no local da explosão mostrariam que não poderia ter sido causada por detritos de um hipotético míssil ucraniano.
Em qualquer caso, tanto Varsóvia como a OTAN no seu conjunto mantiveram-se fiéis à teoria do acidente, embora concordem com Kiev que Moscovo é responsável pela escalada das tensões militares. O governo polaco não tem planos, nesta fase, de activar quaisquer artigos do tratado da Aliança Atlântica para sequer abrir consultas.






