
O partido da oposição do Benin, os Democratas, recebeu autorização da Comissão Eleitoral no sábado para concorrer às eleições legislativas do próximo ano, pela primeira vez desde que Patrice Talon chegou ao poder.
Os Democratas são liderados pelo ex-presidente Thomas Boni Yayi, outrora rival amargo de Talon, e a sua participação nas eleições de 8 de Janeiro esteve no ar até ao último minuto.
De facto, a Comissão Eleitoral advertiu na quarta-feira passada que o partido não possuía os certificados fiscais que lhe tinham sido solicitados para poder contestar.
Contudo, um recurso subsequente bem sucedido ao Tribunal Constitucional permite que os Democratas se tornem o sétimo partido a concorrer às eleições.
A comissão eleitoral finalmente concedeu autorização ao partido no sábado, confirma a Radio France Internationale (RFI), que irá às urnas pela primeira vez desde 2016.
Talon e Boni Yayi têm uma relação tensa. Em 2012, o então presidente acusou Talon, um magnata do algodão, de tentar envenená-lo, mas o homem de negócios negou as acusações. Em 2016, Talon derrotou o sucessor preferido de Boni Yayi nas eleições, uma vez que Yayi não pôde concorrer para outro mandato após dez anos no poder.
Talon, que foi reeleito presidente em 2021, prometeu às organizações da sociedade civil do país que se demitirá em 2026, quando tiver constitucionalmente o direito de o fazer, e não procurará de forma alguma alargar o número de mandatos permitidos para se perpetuar no poder.






