
O exército ruandês no sábado relatou a morte de um suposto soldado congolês que atravessou a fronteira entre os dois países e abriu fogo numa torre de vigia antes de ser morto a tiro pelas forças ruandesas.
Este incidente surge no meio de esforços para desanuviar as tensões entre os dois países. O governo congolês acusa o Ruanda de apoiar o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) durante os sangrentos confrontos que se desencadearam nas últimas semanas na província congolesa do Kivu do Norte, algo que Kigali negou veementemente.
Segundo o comunicado militar ruandês, o incidente teve lugar esta manhã à 01.00 hora local, quando um «soldado não identificado, que podia ser membro das forças armadas congolesas», atravessou a fronteira através da aldeia de Ruvabu e começou a disparar contra uma torre de vigia do exército ruandês.
Uma patrulha militar matou-o a tiro antes de ele causar qualquer dano», acrescentou o exército.
O exército ruandês entregou a investigação ao Mecanismo Conjunto de Verificação (JVCM) e «assegura que a situação na fronteira se mantém calma».
A JVCM inclui peritos militares dos Estados membros da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (ICGLR) e acompanha e investiga incidentes de segurança na área.






