
As autoridades russas alegaram que as Forças Armadas ucranianas estão a utilizar armas fornecidas pelos Estados membros da Aliança Atlântica em alegados ataques à central nuclear de Zaporiyia durante o fim-de-semana.
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo Maria Zakharova advertiu que os «numerosos ataques de artilharia» a Zaporiyia e às instalações da fábrica foram realizados com «munições de calibre 155 da OTAN».
Zakharova acusou as potências ocidentais e os membros da OTAN de dar «carta branca» à Ucrânia para «continuar as tentativas imprudentes de causar danos irreparáveis à central nuclear de Zaporiyia».
«Na verdade, são cúmplices dos crimes cometidos por Kiev, para os quais não há justificação», denunciou a porta-voz da diplomacia russa, lamentando que a Ucrânia tenha «apoio ilimitado» do Ocidente.
«Felizmente, foram evitados danos significativos à central nuclear de Zaporiyia, não houve libertação de radiação», disse Zakharova numa declaração levada a cabo pela pasta diplomática russa.
No entanto, embora a situação aparentemente não tenha aumentado, Zakharova insistiu que a situação na área está «numa linha crítica» e «muito provavelmente poderá levar a uma catástrofe provocada pelo homem».
Por fim, o diplomata russo acusou Kiev de continuar a «brincar com o fogo», levando a cabo provocações «sérias e irresponsáveis» contra instalações nucleares. «A comunidade internacional deve saber quem está por detrás dos ataques», disse, defendendo-se contra as acusações de que Moscovo é quem lança ataques às infra-estruturas.






