
A Comissão Europeia defendeu na segunda-feira os progressos do Qatar em matéria de direitos humanos e direitos laborais nos últimos anos na corrida para receber o Campeonato do Mundo e apelou para que a agenda de reformas continuasse após o torneio.
Num debate no plenário do Parlamento Europeu em Estrasburgo, França, a Comissária da Saúde Stella Kyriakides defendeu o «progresso significativo» do país do Golfo sobre os direitos laborais, incluindo a revisão do sistema «kafala», um mecanismo de patrocínio aos migrantes que dá às empresas privadas um controlo quase total sobre o emprego e o estatuto migratório dos trabalhadores migrantes.
Kyriakides salientou aos eurodeputados que a organização da competição desportiva tornou as deficiências «mais óbvias» mas, ao mesmo tempo, também «acelerou» as reformas laborais no Qatar. Este é um tema de conversa para Bruxelas nos seus contactos com a península do Golfo, insistiu ele.
Também reconheceu as preocupações sobre o tratamento da comunidade LGTBI. «Sim, a parte dos direitos humanos é uma tarefa que está longe de estar concluída», disse o comissário cipriota.
Por conseguinte, defendeu a manutenção do contacto com o Qatar para acompanhar de perto a agenda de abertura e para assegurar que as reformas prossigam assim que o foco do Campeonato do Mundo estiver fora do caminho. «É importante que permaneçamos em contacto e continuemos a encorajar as autoridades do Qatar a enfrentar os desafios remanescentes para assegurar a sustentabilidade das reformas para além do Campeonato do Mundo», disse ela.






