
O partido da oposição Equatoguineense Convergência para a Democracia Social (CPDS) denunciou a «fraude maciça» nas eleições de domingo.
«O dia das eleições (…) está a decorrer no meio de irregularidades escandalosas e generalizadas», disse CPDS numa declaração.
Entre as irregularidades, o partido da oposição denunciou que nas mesas de voto foi exigido apenas um boletim de voto e que, por medo de represálias, os eleitores escolhem apenas o do actual presidente, Teodoro Obiang Nguema. Também criticaram o facto de haver membros da família que votam nos seus parentes ausentes.
Além disso, em muitos círculos eleitorais do país, os militantes do partido no poder impediram «muitos auditores do CPDS de monitorizar as sondagens». «Os oficiais de votação CPDS demoram horas a encontrar as mesas de voto para as quais foram designados por terem mudado de um local para outro», de acordo com indicações oficiais, a oposição alega.
«Muitos tiveram os seus cartões de eleitor confiscados por simpatizarem com o CPDS» para que não pudessem exercer o seu direito de voto, queixou-se o partido. Também registaram a ausência de boletins de voto da oposição, bem como o voto repetitivo.
«Se o Sr. (Obiang Nguema) for proclamado vencedor em resultado destas eleições escandalosamente fraudulentas, o CPDS não reconhecerá a sua vitória e considerá-lo-á um presidente ilegítimo», anunciou o partido do candidato Andres Esono Ondo.
Esono Ondo, além disso, teve a sua imagem subitamente congelada quando estava a ser entrevistado no dia das eleições.






