
O Secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, defendeu esta segunda-feira em Madrid um aumento constante do investimento militar e afirmou que o compromisso de afectar 2% do Produto Interno Bruto (PIB) ao orçamento da defesa «não é um tecto», mas «um limiar».
Stoltenberg participou na Assembleia Parlamentar da OTAN na segunda-feira, e antes dos representantes dos 30 países aliados lançou uma mensagem de aumento das despesas militares, a fim de poder responder melhor aos desafios, como ficou demonstrado pela invasão russa da Ucrânia.
Esta questão será central na Cimeira da OTAN a realizar no próximo ano na Lituânia, que assinalará o décimo aniversário do compromisso assumido pelos países aliados em 2014 no País de Gales de atingir 2% de investimento militar no prazo de uma década.
«Espero que haja um empenho ainda maior nas despesas de defesa para investir mais», disse Stoltenberg, que acredita que «talvez» o valor de 2% seja mantido «como base e não como alvo».
O Secretário-Geral da OTAN afirmou que, embora as negociações estejam em curso e devam ser acordadas por todos os países, o seu desejo é que «o nível de ambição seja aumentado», especialmente no actual contexto de guerra na Ucrânia.
ESPANHA EXPECTATIVA PARA ALCANÇAR 2% ATÉ 2029 Também assinalou que os países que estão abaixo dos 2% já estão a aumentar os seus orçamentos de defesa «porque todos viram a necessidade de investir mais». É o caso da Espanha, que planeia atingir 1,3% em 2023 e 2% em 2029.
Isto foi garantido pelo Presidente do Governo, Pedro Sánchez, na Cimeira da OTAN em Junho passado em Madrid, e reafirmado este sábado pela Ministra da Defesa, Margarita Robles, perante os parlamentares da Aliança.






