
A Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) excluiu na terça-feira o Ministro da Defesa da Junta birmanesa, General Mya Tun Oo, da cimeira que teve início na segunda-feira no Camboja e que durará até quarta-feira.
A reunião contou com a presença dos ministros da defesa dos diferentes países que compõem a organização, bem como do secretário da defesa dos EUA, Lloyd Austin, e dos seus homólogos chineses e indianos, Wei Fenghe e Rajnath Singh, respectivamente.
A falta de progressos por parte da junta militar que tem governado o país desde o golpe de estado que teve lugar em Fevereiro de 2021 levou à sua exclusão do evento realizado na Siem Reap, como noticiado pelo jornal «Khmer Times».
A ASEAN recordou que a Birmânia poderia ter tido um representante «apolítico» para participar na cimeira, mas recordou que a junta recusou em todos os momentos e insistiu em enviar um dos seus generais.
Anteriormente, a organização impediu o chefe da junta Min Aung Hlaing e a sua Ministra dos Negócios Estrangeiros, Wunna Maung Lwin, de participar nas cimeiras do bloco por não seguir o «roteiro» apresentado pela ASEAN para preparar o caminho para a paz e a estabilidade.
O Presidente indonésio Joko Widodo pediu que a junta fosse completamente banida dos eventos do bloco. Desde 2021, cerca de 1,1 milhões de pessoas foram deslocadas pela repressão da junta, o que resultou em mais de 2.500 mortes e quase 16.000 detenções.






