
Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, denunciou na terça-feira a «hipocrisia» do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre os lançamentos de mísseis balísticos da Coreia do Norte.
«O Conselho de Segurança da ONU olha para o outro lado e evita enfrentar o perigo representado pelos exercícios militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul na região», disse ela, antes de sublinhar que Pyongyang tem um «direito inviolável à legítima autodefesa».
Falou dos «dois pesos e duas medidas» dos membros do Conselho de Segurança sobre esta questão depois de se ter reunido para tratar precisamente do lançamento na sexta-feira de um míssil balístico intercontinental ‘Hwasong-17’ pela Coreia do Norte.
Neste sentido, acusou o Conselho de agir a favor dos Estados Unidos e advertiu que Pyongyang «tomará as medidas mais enérgicas» no caso de «alguém obstruir o seu próprio direito à auto-defesa».
«Os Estados Unidos devem ter presente que por muito que queiram desarmar a Coreia do Norte, nunca poderão privá-la do seu direito à auto-defesa», disse, antes de afirmar que «quanto mais colocar a Coreia do Norte nas cordas, mais a crise de segurança irá agravar-se».
Numerosos testes balísticos pelas autoridades norte-coreanas aumentaram as tensões na região e fizeram soar sinais de alarme sobre possíveis provocações e testes nucleares.






