
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Canadá anunciou na terça-feira um novo pacote de sanções contra funcionários bielorussos por alegadamente apoiarem a guerra da Rússia na Ucrânia há nove meses.
A Ministra dos Negócios Estrangeiros canadiana Melanie Joly afirmou que as autoridades bielorussas estão a permitir violações dos direitos humanos e que o seu país está a servir de «plataforma» para a Rússia lançar ataques contra a Ucrânia.
«Estas medidas irão colocar mais pressão sobre a liderança bielorussa», afirmou, apelando ao Presidente Alexander Lukashenko a «deixar de ser um instrumento do regime russo».
As sanções terão também impacto em 16 empresas bielorussas nos sectores militar, tecnológico, de engenharia, de transportes e bancário.
O anúncio coincide com a visita da líder da oposição bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya à capital do Canadá, Ottawa, para se encontrar com o Ministro Joley, bem como com vários deputados e senadores, relata a Global News.
Tikhanovskaya fugiu para a Lituânia após as disputadas eleições de Agosto de 2020, nas quais Lukashenko voltou a ganhar, desta vez com 80 por cento dos votos. Desde que a Bielorrússia deixou de ser uma república da União Soviética, Lukashenko tem ganho todas as eleições desde 1994.
Os resultados questionáveis destas últimas eleições, bem como a repressão dos protestos contra elas, levaram a uma onda sem precedentes de sanções ocidentais contra o governo de Lukashenko e os seus parceiros. Estas restrições foram aumentadas depois de um avião com uma figura da oposição ter sido obrigado a aterrar para o deter, bem como o alegado apoio de Minsk a Moscovo na guerra ucraniana.






