
Um tribunal tanzaniano ordenou na terça-feira a libertação de 24 membros da comunidade Maasai após a acusação ter decidido retirar as acusações de homicídio contra eles na sequência da morte, em Junho, de um polícia durante um processo de demarcação de terras.
Um tribunal da cidade de Arusha tomou a decisão após a acusação ter notificado oficialmente que não iria prosseguir com o caso da morte de Ganus Mwita num incidente na aldeia de Orloloskwani no distrito de Ngorongoro, informou o diário tanzaniano «Habari Leo».
Os incidentes surgiram no meio dos esforços do governo para demarcar 1.500 quilómetros quadrados de terra no norte da Tanzânia como reserva de caça, provocando tensões no seio da comunidade Maasai, com o epicentro em Loliondo, à margem do Parque Nacional do Serengeti.
Os líderes Maasai já tinham chamado em Abril numa carta aos governos dos Estados Unidos, do Reino Unido e dos países da União Europeia (UE) a trabalhar para preservar as suas terras ancestrais face ao plano para a reserva de caça, que seria gerida por uma empresa propriedade dos Emirados Árabes Unidos (EAU).
Em Junho, os peritos da ONU expressaram a sua preocupação com a «invasão contínua das terras e habitações tradicionais Maasai» e criticaram a «falta de transparência» por parte das autoridades tanzanianas.
No entanto, um tribunal em Outubro rejeitou uma acção judicial apresentada por um grupo de Maasai que denunciou as autoridades pelo uso de violência nos processos de despejo em redor do Parque Nacional do Serengeti.






