
A ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, disse quinta-feira que, numa breve conversa com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tinha censurado o corpo pelo seu «grande erro» ao proibir as braçadeiras com o slogan «Um Amor» durante o Campeonato do Mundo no Qatar.
A representante alemã também utilizou o seu encontro com o Infantino para criticar a pressão que a entidade que dirige o futebol internacional aplicou contra as equipas que anunciaram que iriam usar a braçadeira como gesto de protesto contra a perseguição da homossexualidade no Qatar.
Faeser, que esteve presente no camarote VIP na quarta-feira para assistir ao jogo de futebol entre Alemanha e Japão, acrescentou também que se sentou ao lado de Infantino depois de o representante do governo do Qatar não ter aparecido.
A ministra do Interior foi ao Estádio Internacional de Khalifa, na capital do Qatar, em Doha, usando a controversa braçadeira, o que, diz ela, despertou o interesse do próprio Infantino. «Ele perguntou-me se essa era a braçadeira, então eu disse-lhe: ‘E não é tão mau como pensas, pois não?
BERLIM APOIA A GESTURA DE NEUER Apesar do anúncio da FIFA de que iria sancionar qualquer jogador que aparecesse em campo usando a controversa braçadeira, o guarda-redes alemão Manuel Neuer levou-o para o campo usando-a.
Este acto de rebeldia tem sido apoiado por alguns ministros do governo alemão, incluindo Hubertus Heil, que acredita que «é bom que a equipa (alemã) esteja a enviar um sinal».
«Claro que há uma sombra sobre este Campeonato do Mundo e penso que a FIFA tem causado muitos danos», disse Heil à estação de televisão alemã N-TV.
Na mesma linha, a Ministra da Família Lisa Paus disse que estava «sem palavras» quando ouviu que a FIFA tinha proibido o uso da braçadeira.






