
O governo estónio aprovou um plano para a remoção e demolição de até 244 monumentos erguidos no espaço público durante a era soviética ou em honra do Exército Vermelho pela sua vitória na Segunda Guerra Mundial contra a Alemanha Nazi.
As autoridades do país báltico deram luz verde para a remoção de monumentos que, no contexto da invasão russa da Ucrânia, são considerados ofensivos por uma grande parte da população estónia, uma vez que recordam décadas de ocupação soviética.
Esta decisão é o resultado do relatório final elaborado por uma comissão criada em Junho pelo próprio governo estónio, que decidiu que dos 322 monumentos analisados, mais de 70 são considerados ideologicamente neutros e permanecerão, portanto, em espaços públicos.
Estes incluem o cemitério militar das Forças de Defesa da Estónia em Tallinn – onde se encontra a estátua soviética do Soldado de Bronze – assim como o complexo memorial Maarjamae, também em memória das tropas caídas da Segunda Guerra Mundial.
As autoridades estónias, juntamente com outras potências europeias, intensificaram a remoção e demolição de monumentos soviéticos em espaços públicos como uma das medidas em resposta à guerra na Ucrânia, que a Rússia lançou em finais de Fevereiro.
Um dos episódios mais proeminentes ocorreu em Agosto, quando Tallinn ordenou a remoção de um tanque soviético da cidade fronteiriça de Narva. Esta decisão provocou a raiva em Moscovo, que viu o gesto como desprezo pelos esforços soviéticos na guerra.






