
O governo russo anunciou sexta-feira que todos os dias que mobilizaram trabalhadores russos participaram na invasão da Ucrânia contarão como dois dias de antiguidade no emprego que tinham antes de serem recrutados para participar na guerra, que foi lançada a 24 de Fevereiro por ordem do Presidente russo Vladimir Putin.
«Do ponto de vista da antiguidade (no trabalho), os cidadãos que participam na operação militar especial verão cada dia de participação nela contar como dois dias de trabalho», o Ministro do Trabalho russo Anton Kotiakov foi citado como tendo dito pela agência noticiosa russa Interfax.
Argumentou que «isto lhes permite obter uma maior antiguidade, o que terá um impacto correspondente nas suas pensões no futuro», recordando ao mesmo tempo que as autoridades russas tinham anunciado anteriormente outras garantias para preservar os direitos laborais dos que se mobilizaram para participar na guerra na Ucrânia.
O parlamento russo aprovou no final de Setembro uma série de medidas destinadas a preservar os empregos dos mobilizados para a guerra, incluindo a proibição de rescisão do contrato de um empregado durante este período, excepto em casos de dissolução de uma empresa ou de cessação de actividades pelo empregador, bem como em caso de expiração do período contratual do empregado.
Além disso, durante o período de suspensão do contrato devido à mobilização, o empregado mantém os seus direitos laborais, enquanto que são incluídas garantias adicionais para os membros da família, tais como não serem enviados em viagens de negócios ou horas extraordinárias, horário de trabalho nocturno ou de fim-de-semana, com preferência pela manutenção dos seus empregos em caso de redução de efectivos.






