
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, declarou esta sexta-feira que nomeará um representante para participar nas conversações de paz entre o governo colombiano e os guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN), que tiveram início esta semana.
Disse-o em declarações aos meios de comunicação depois de a Colômbia ter formalizado esta sexta-feira o seu convite a Espanha para participar no processo como país acompanhante.
«Provavelmente designaremos uma pessoa para estar presente em todas estas reuniões», disse Albares a partir do centro de exposições do IFEMA, onde se realiza o 26º Congresso da Internacional Socialista. Ele próprio estará presente em algumas destas reuniões, «dependendo do nível e da intensidade» das reuniões, disse ele.
Recordou que a Espanha se tinha colocado à disposição da Colômbia «para que pudesse alcançar a paz» da forma que lhe pudesse ser útil. «A decisão do governo colombiano foi de que a Espanha fosse um país acompanhante, e é isso que estamos a fazer», acrescentou, antes de salientar que a agenda «tem de ser definida» pelo Executivo do país sul-americano.
«Estaremos disponíveis para acompanhar este processo e para assegurar que a paz regresse à Colômbia o mais depressa possível», reiterou. Disse também que a Espanha estaria sempre disponível para participar em todas as reuniões de que necessitam e também «se em qualquer altura quiserem algum tipo de reunião em Espanha», assinalou.
ALEMANHA, SUÍÇA E SUÉCIA O senador Iván Cepeda do Polo Democrático, um dos membros da delegação governamental, publicou no seu perfil do Twitter os três primeiros acordos que foram alcançados com a guerrilha ELN na primeira semana de conversações realizadas em Caracas, Venezuela.
Um destes acordos é que países foram convidados como mediadores e acompanhantes, este último grupo incluindo a Espanha, Alemanha, Suíça e Suécia. No primeiro grupo, é confirmada a já conhecida presença da Noruega, Cuba e Venezuela, enquanto que o México, Brasil e Chile são convidados a «definir a sua participação».
Os outros actores convidados a participar como mediadores são a Igreja Católica da Colômbia e o representante especial na Colômbia do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.
Do mesmo modo, o ELN e o governo colombiano concordaram em «tomar medidas diplomáticas» com os Estados Unidos «para verificar a sua vontade de participar neste processo através de um enviado especial».
No final de Outubro, a Colômbia anunciou que iria oferecer à Espanha a possibilidade de acompanhar as negociações como país observador, após o Primeiro-Ministro Pedro Sánchez, durante a sua visita oficial ao país sul-americano em Agosto, ter oferecido a Espanha como local de negociação com o ELN.






